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domingo, 31 de janeiro de 2010

2ª etapa finalizada! Sâo Paulo x Rio de Janeiro.

Expedição Foz, Estrada Real e Belo Horizonte

Parte 7

Chegamos em Paraty no Rio de Janeiro dia 22/01, após 467 km's a partir de Limeira/SP onde passamos na casa do Estêvão que integrou a equipe. Foram três dias para finalizar a segunda etapa da Expedição, a mais curta das seis etapas, contudo, não menos fácil.

Saimos de Limeira às 6:30 da manhã e começamos a jornada até o litoral paulista para então seguir à Paraty/RJ. No estado de São Paulo pedalamos pelas principais rodovias do estado. Antes de Limeira, percorremos um bom trecho na Castelo Branco e Washington Luiz. Agora estávamos na Anhanguera, D. Pedro I, Carvalho Pinto e finalmente a Rodovia dos Tamaios. A malha rodoviária de São Paulo em sua maioria é muito boa, principalmente àquelas que ligam a capital. Neste sentido, não tivemos problemas com a condição da estrada. Muito boa, sempre com acostamento e com subidas e descidas sem maiores dificuldades.


Com tantas rodovias no estado de SP, era melhor verificar se estávamos na direção certa.


Em direção à Rodovia D. Pedro I.


Camarada Estevão que conhece muito bem a região.


Eu. Últimos quilômetros na Rodovia Anhanguera, região de Campinas.

No primeiro dia na companhia do camarada Estêvão chegamos em Igaratá onde montamos acampamento em um posto de combustível, fechamos o dia com 184 km's. Estêvão teve dois pneus furados. No dia seguinte o pedal começou a ter um visual diferente, com a presença da Mata Atlântica, muita serra e as subidas ficaram mais fortes.


Primeiros sinais da Mata Atlântica entre Atibaia e Igaratá


Rodovia Carvalho Pinto - SP 070


Em direção à Rodovia dos Tamoios


Nosso sagrado café da manhã, bolacha recheada.


Túneis pelo caminho da SP 070

Na Tamoios, nos falaram que nenhum ciclista costuma fazer o trecho até Caraguatatuba, litoral norte. Isso porque a estrada não possui acostamento e o fluxo de veículos é grande. Como o roteiro era esse não mudamos e seguimos em frente. Afinal, rodovia sem acostamento não é novidade pra gente. E pra falar a verdade, não foi muito assustador. Em alguns trechos até existe um pequeno espaço pra pedalar. O que dificultou o avanço foram as inúmeras subidas do trajeto. Muitas quedas de barreiras foram visualizadas. Um cenário não muito raro pelos quilômetros a frente.

Cada um vem pedalando em seu ritmo, aquele que vai mais a frente faz paradas pra reunir a equipe e posteriormente seguir. Chegando em Caraguatatuba, uma serra pra descer. Maravilha! Foram 13 km's alucinantes, um visual deslumbrante do mar e adrenalina pura no pedal. Na minha estadia na cidade em 2008 quando fiz Curitiba x Rio, fiquei em um camping, onde retornei dessa vez. Não foi difícil localizar. Foi complicado montar acampamento na chuva, nada agradável após 142 km's. Aliás, final da tarde tem chovido muito, mas amanhece com tempo bom, ainda bem.


No alto da serra antes de chegar no litoral paulista


Descida alucinante da serra. Tempo fechado.


Visão de Caraguatatuba.


Após treze quilômetros de descida, chegamos.


Amanhace o dia em Caraguatatuba.

De Caraguatatuba até Paraty, fizemos o trajeto na BR 101, também já conhecido por mim. As subidas não eram novidades, mas exigem muita paciência. E a paisagem nunca é a mesma, pra minha sorte, que tenho a oportunidade de contemplar a natureza de outros ângulos. E pedalar ao lado do mar é um privilégio para poucos.


Quedas de barreira, comum na região litorânea nesta época.


Pedalando na Rodovia Rio-Santos com esse visual maravilhoso. Ubatuba/SP.


BR 101 - Infinita Highway -

Mais uma fronteira, SP/RJ, outra vez faço registro fotográfico do momento e sigo para o destino do dia, a inesquecível cidade de Paraty, onde chegamos por volta das 18 horas, na entrada da cidade a chuva volta a cair. Paramos no centro de informações e aguardamos para seguir ao Camping Jabaquara, onde já havia acampado em 2008. Era uma sexta-feira e nosso objetivo era sair no domingo cedo. Assim, tínhamos o sábado para conhecer lugares não visitados da outra vez.


A segunda divisa de estados da viagem.


Registrando o momento.


Primeiro Marco da Estrada Real - Paraty/RJ


Camping Jabaquara


Centro histórico de Paraty

Resolvemos fazer o passeio de escuna. Foram seis horas no mar, passando por ilhas e praias maravilhosas, em algumas foram feitas paradas para mergulho e banho de mar. Uma delícia. Almoçamos na escuna. E tudo saiu por 34 reais para cada um. Não muito caro se comparado a incrivel sensação de mergulhar em águas quentes e transparentes.


Cais de Paraty, escolha de uma escuna para fazer o passeio pelo mar.


Preenchendo os dados na escuna "O Navegante".


Distanciando-se de Paraty, igreja Santa Rita ao fundo.


Uma escuna bem interessante.


Ilha do Amyr Klink, passamos ao lado.


Ilha Comprida, aquário natural de Paraty


Mergulho, porque uma viagem de cicloturismo não é apenas pedalar.


Praia Saco da Velha


Capitão Neto!


Escuna "O Navegante"


Praia Saco da Velha, um paraíso. Água quente, transparente, perfeito pra tomar um banho de mar.


Uma das 65 ilhas de Paraty


Parando para mais um mergulho.


Praia Vermelha


O capitão de verdade.

No centro histórico de Paraty, conhecemos mais sobre sua história, sobretudo, a ligação com a Estrada Real, nosso destino. No camping, fomos contemplados, a adm. nos cedeu um dia por conta da casa em razão da nossa viagem. Não recusamos e ficamos domingo. Nisso o Leandro, amigo do Rio de Janeiro, chegou na cidade na companhia do Pablo, claro, vieram de bike da capital. Reunimos toda a galera e passeamos pela cidade.


Igreja de Santa Rita. Datada de 1722. Detalhe para a estátua viva, segundo a mesma, a primeira a encenar um escravo no Brasil.


Em detalhe o sino da Igreja Santa Rita.


Detalhe para a fechadura da igreja.


O ouro, naquela época sem valor no Brasil, era trocado por cada pedra do calçamento, trazida pelos europeus.


Mercado Negreiro


Antigo mercado de escravos.


Embora não seja fácil pedalar por essas pedras, a bicicleta é muito utilizada na cidade.


Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios.


Igreja Matriz e as charretes que levam turistas por um passeio pelo centro histórico da cidade.


Igreja Matriz vista do Morro Pontal do Forte que dá acesso ao Forte do Defensor Perpétuo


Paraty vista do Morro Pontal do Forte.


Entrada para o Forte do Defensor Perpétuo


"Localizado no alto do Morro Pontal do Forte, entre as praias de jabaquara e do Pontal, o prédio, que mais se assemelha a uma casa residencial do século XVIII, foi construído em 1702 e totalmente remodelado em 1822. Dentre as sete fortificações que defendiam o tráfego marinho, principalmente durante o ciclo do ouro, somente esta restou. Atualmente abriga o Centro de Artes e Tradições Populares. O local possui algumas características de extrema importância histórica, como a prisão dos homens e mulheres e a Casa de Pólvora, com raro sistema de ventilação."


Forte do Defensor Perpétuo


Resquícios do antigo Forte do Defensor Perpétuo.


Detalhe para a marcação no canhão.


Almoço com os amigos do pedal. Eu, Leandro, Estevão e Guilherme


Grande camarada Leandro


Guilherme, Leandro, Estevão e Pablo no centro histórico.


Chafariz Pedreira, datado do século XIX.

Na segunda-feira, dia 25 , acordamos não muito cedo e desmontamos acampamento em direção à nosso primeiro dia na Estrada Real. Antes fizemos uma pausa na padaria pra comer algo. Saimos de Paraty já era 10:30, muito tarde pra quem tinha um paredão (Serra da Bocaína) pela frente. Contudo, outra vez, a cidade deixara saudades. E um convite para um novo retorno.

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