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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Venezuela II

05/02/2013 - 212° dia - Coro (Folga)

Após uma longa viagem, finalmente o início de um merecido descanso.

Ontem o ônibus da empresa Los Llanos que nos levou até a cidade de Coro saiu com mais de uma hora de atraso da rodoviária de Caracas. E o período parado no terminal de ônibus da capital apenas não foi maior porque alguns passageiros desceram do veículo para reclamar com o motorista sobre a demora. Paciência tem limite! Imediatamente o condutor agilizou a situação e começamos o deslocamento para a região litorânea.

Tudo indica que o atraso na rodoviária tenha sido em razão de uma prática abusiva da empresa em questão. Muito provavelmente o ônibus aguardava passageiros para completar as poltronas ainda vazias. Realmente lamentável!

Ainda a respeito das companhias de ônibus, vale ressaltar que Los Llanos é uma das duas empresas que realizam o trajeto Caracas x Coro. A outra é a Global Expreso cujo valor da passagem é um pouco maior. A diferença no preço certamente deve estar relacionada com o serviço oferecido. O ônibus da Los Llanos não tinha banheiro e as poltronas não eram das mais confortáveis. Fica a dica.

A previsão da viagem era de 6 horas. Se o ônibus tivesse saído no horário anunciado, a chegada à Coro deveria ter acontecido pouco depois da meia-noite. Mas não foi o que aconteceu. Já que não havia banheiro no veículo, o motorista foi obrigado a realizar duas paradas que aumentaram ainda mais o atraso. Apesar disto, estávamos tranquilos porque tínhamos a reserva garantida na Pousada El Gallo. 

Chegamos ao terminal rodoviário de Coro somente às 3h30m. Foram apenas 3 horas de atraso. Misericórdia! A pousada ficava a dois quilômetros de distância e por isso não hesitamos em pegar um taxi por causa do horário tardio. Não seria nada interessante e muito menos recomendável caminhar pelas ruas naquele instante. 

O taxista mencionou que a corrida custaria 30 bolívares (4 reais). Achamos o preço razoável e, sem muita opção, seguimos com o veículo para a Pousada El Gallo e rapidamente estávamos no local desejado. A hospedagem está localizada no centro histórico de Coro e a fachada nos demonstrava que se tratava de um antigo casarão colonial. Com as entradas fechadas e sem campainha nos restou bater na porta e esperar.

Ninguém na pousada atendeu aos nossos chamados durante a madrugada. Não perdemos a calma em nenhum momento, mas certa apreensão começava a fazer parte da situação. E não era por menos que a preocupação pairava no ar. Estávamos em uma cidade diferente e sozinhos no meio da rua com as nossas bagagens e o dinheiro para todo o restante da viagem. 

Sem sucesso nas inúmeras batidas da imensa porta de madeira, começamos a procurar um telefone público para chamar alguém da pousada, mas tampouco adiantou porque não havia nenhum orelhão instalado nas redondezas. O cansaço era nítido em nossos semblantes, mas tínhamos que encontrar uma solução. Por isso, enquanto a Erika ficou na frente da pousada à espera de algum sinal de vida, continuei a caminhada em busca de telefone e qualquer outra hospedagem que pudesse nos receber naquele horário.

Não encontrei telefone, pousada, hotel e muito menos uma alma viva pelas ruas para poder me ajudar a achar o que procurava. Quando retornava à hospedagem notei de longe que a porta estava finalmente aberta e que a Erika e outra pessoa estavam à minha espera. Maravilha!

A porta da pousada foi aberta somente porque um hóspede estava de saída. De qualquer forma falamos com o proprietário, contudo, as noticias não foram das melhores. Descobrimos que a reserva não tinha sido realizada pela pessoa que atendeu ao telefonema feito ainda em Caracas. E naquele momento não havia habitações disponíveis. Os dormitórios estariam preparados somente após às seis horas da manhã. Sem dúvida a notícia foi um balde de água fria. 

Não poderíamos ficar, literalmente, jogados na rua, por isso pedimos ao proprietário da pousada que nos indicasse um lugar para ficar. Seguimos as orientações e começamos uma longa jornada em busca de hospedagem. Poucos veículos transitavam pelas ruas e avenidas de Coro. O cenário era realmente de uma cidade fantasma. 

Andávamos como zumbis em busca de hospedagem. Não encontramos aquela recomendada pelo dono da pousada e acho que isso foi uma obra do destino, pois o guia Viajante Independente indicava que era uma das mais caras da cidade. Continuamos a caminhada e em um determinado momento resolvemos sentar no banco de uma praça para pensar no que poderia ser feito. O sono e a canseira estavam estampados em nossos rostos quando um vendedor de café apareceu e além de nos vender um copo da bebida caliente também nos apontou a direção das hospedagens mais próximas. Fomos à procura. 

O hotel recomendado pelo vendedor ambulante estava muito mais longe do que pensávamos e consequentemente foi preciso andar várias quadras para chegar ao local desejado. O problema de caminhar era que a mochila estava extremamente pesada e cada passo era um verdadeiro sacrifício. Com determinação encontramos o Hotel Coro. A diária custava o mesmo valor da pousada, 200 bolívares, contudo, o recepcionista disse que precisaríamos entrar às 9 horas para não contabilizar duas diárias. Resolvemos procurar outro hotel.

Não precisamos andar muito e rapidamente encontramos outra hospedagem, mas o preço da diária não foi nada animador, 300 bolívares. O problema, além do valor, era a localização distante e nada convidativa, uma vez que ficava longe do sossegado centro histórico. Com toda essa peregrinação as horas passaram e pouco antes das seis horas resolvemos definitivamente retornar à pousada El Gallo e aguardar a disponibilidade de um quarto.

Após a longa jornada de volta, estávamos novamente na pousada que ainda se encontrava com as portas fechadas. Sentamos na frente do estabelecimento e ficamos à espera de um milagre. Na verdade apenas gostaríamos de um lugar tranquilo para descansar. Acho que as portas se abriram somente por volta das 8 horas da manhã. O proprietário deve ter ficado surpreso com a nossa presença e imediatamente permitiu a entrada na pousada e explicou que precisaríamos aguardar alguns minutos para a realização da limpeza no dormitório. Sem problema. 

Fachada da Posada El Gallo

In foco.

Os vizinhos da pousada. Acho que o Homem-Aranha-Pai andou por essas bandas.

Aproveitamos para conhecer a pousada até que nosso quarto estivesse à disposição. O local era muito mais surpreendente do que poderíamos imaginar. Uma antiga casa colonial restaurada pelo francês Eric que hoje é proprietário junto com a sua esposa Nella. O ambiente agradável e todo decorado conta com um enorme jardim que recebe várias espécies de pássaros, iguanas e outros animais; uma pequena piscina; redes; terraço; cozinha; lavanderia; computador com internet e wi-fi. Tudo o que um viajante precisa para descansar tranquilamente. 

Recepção da Posada El Gallo.

Posada El Gallo.

Cataratas do Iguaçu; do Brasil para o Mundo.

Posada El Gallo.

Ambiente perfeito para um descanso.

Posada El Gallo.

Posada El Gallo.

Posada El Gallo.

Posada El Gallo. Pequena piscina ao fundo.

Posada El Gallo.

Posada El Gallo.

Posada El Gallo.

Terraço - Posada El Gallo.

Terraço - Posada El Gallo.

Cozinha disponível para os hóspedes.

Educação é universal.

In foco.

Aos amigos apreciadores de mate.

Não demorou muito e o quarto estava arrumado. A habitação, com banheiro privado, também nos surpreendeu pelo estilo antigo e a decoração simples. A diária ficou em torno de 15 reais para cada um. Pelos serviços oferecidos é uma verdadeira barbada. O preço baixo tem explicação. Eric é um artesão que já viajou por muitos países no mundo e há mais de oito anos escolheu essa região da Venezuela para morar. Sua intenção não é tornar-se rico com a pousada e sim viver com tranquilidade e oferecer uma boa estadia para os viajantes que passam pela região. Sem dúvidas é uma das melhores hospedagens que fiquei desde o começo da minha viagem. Recomendo!

No restante do dia aproveitamos para descansar. No meu caso, isso significou dedicação ao diário de bordo e à atualização do site. Na frente da pousada há um restaurante da prefeitura onde é possível solicitar a refeição para levar. O almoço saboroso custou apenas 5 reais. Estamos realmente no paraíso.

A difícil e significativa tarefa de manter o diário de bordo atualizado.

06/02/2013 - 213° dia - Coro (Folga)

Hoje o dia foi dedicado a conhecer o centro histórico de Coro. 

Na parte da manhã aproveitei o ambiente tranquilo e a preguiça que ainda reinava para permanecer na hospedagem e, para variar, terminar a atualização do site.

A cidade é a única no país com o titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela UNESCO em razão da preservação do chamado casco histórico. História não falta em Coro que foi a primeira cidade fundada na Venezuela e também a primeira capital do país. Por isso fomos conhecer um pouco melhor esta parte do município.

Como estamos hospedados no centro histórico, não foi necessário caminhar muito para chegar nas principais atrações que ficam por conta das casas coloniais, ruas de pedras e igrejas dos séculos XVI e XVII, como é o caso da catedral. O templo religioso tem sua parte externa bastante simples e que lembra a catedral de Caracas. Toda pintada de branco e com uma arquitetura que não chama muita atenção. Essa simplicidade não reflete o interior que é muito mais interessante e vale uma rápida visita.

Catedral de Coro.

Catedral de Coro.

Catedral de Coro.

A catedral está localizada ao lado da Plaza Simón Bolívar que é uma das mais conhecidas da cidade, contudo, não passa de uma simples, porém agradável praça do centro histórico. Aliás, praças não faltam na região. Acho que é uma das cidades com o maior número com estes espaços que eu visitei até o momento. Independente do tamanho, todas são convidativas a um passeio e momento de descanso, seja sozinho, com a família ou amigos.

 
Plaza Bolívar

 
Plaza Bolívar

Paseo Alameda. Uma das várias praças agradáveis da cidade.

Plaza Falcón

Plaza Falcón

Próximo da nossa pousada está a Iglesia San Clemente que preserva a Cruz de San Clemente que foi utilizada na primeira missa celebrada em Coro no século XVI. Na outra esquina encontra-se a Iglesia San Francisco que na minha opinião é a mais bonita desta área colonial. 

Iglesia San Clemente. Detalhe para a rua de pedra no centro histórico.

Cruz de San Clemente

Iglesia San Francisco. A mais interessante de Coro na minha opinião.

O centro histórico é realmente muito bonito e interessante. Diferente de outras cidades colonizadas pelos espanhóis, os casarões aqui não costumam ter dois pisos e lembram um pouco o cenário peculiar que encontrei em Popayán na Colômbia. De qualquer forma, a arquitetura continua com todos os traços típicos da época. A maioria das casas foi construída com barro e, infelizmente, muitas não tiverem a preservação necessária e hoje estão, literalmente, caindo aos pedaços pela ação do tempo. Facilmente encontramos residências neste estado. Ainda bem que a parte preservada é maior.

  
As estreitas ruas e seus casarões históricos.

 
Museu de Arte em restauração.

 
Veículos antigos e velhos voltaram a ser visualizados frequentemente.

 
Detalhes da arquitetura colonial.

Alguns casarões carecem de maior preservação.

Museu de Arte Alberto Henriquez. Prédio histórico em restauração.

Ação do tempo estampada em diversos casarões no centro histórico.

No final da tarde procuramos um supermercado para comprarmos mantimentos básicos, principalmente para o desayuno. O estabelecimento encontrado não era dos mais organizados, mas pelo menos tinha o preço de cada produto, menos mal. Retornamos ao aconchegante lar.

07/02/2013 - 214° dia - Coro (Folga)

Surfando em Médanos de Coro.

Acordamos tarde e mais uma vez o ambiente aconchegante da pousada foi propício para um descanso completo. Desta vez aproveitamos a pequena piscina para passar um bom tempo apenas observando a natureza ao redor. 

  
Descanso merecido.

Pássaros: Frequentadores assiduos da pousada.

In foco.

 
In foco.

In foco.

In foco.

In foco.

Como havia terminado a atualização do site, estava preparado para fazer outro passeio imperdível da região. Visitar o famoso Parque Nacional Médanos de Coro. O local é como o próprio nome, em espanhol, sugere: repleto de dunas de areia. 

Para chegar à Médanos de Coro foi preciso caminhar quatro quadras até o centro da cidade e pegar um ônibus de linha em direção à Carabobo. No ponto de ônibus rapidamente encontramos um veículo que fazia este trajeto. Os ônibus aqui funcionam quase no mesmo estilo da Bolívia, inclusive, alguns têm o mesmo estilo, a exceção fica por conta dos pontos de ônibus que existem com certa frequência. Mas ainda assim é possível realizar a bajada/subida de qualquer local na rua. 

A passagem custou 3,5 bolívares, quase R$ 0,50 e o deslocamento teve duração de aproximadamente 15-20 minutos. O motorista havia sido avisado para nos deixar em um local conhecido como monumento. Era a referência que tinham nos passado. Fomos um dos últimos a descer do ônibus. O local em questão está relacionado à Plaza Monumento a La Madre. Foi necessário caminhar um pouco para chegar a este ponto que marca uma das entradas do Parque Nacional Médanos de Coro. 

Durante o caminho para a Plaza Monumento nos deparamos com um movimento intenso de pessoas, sobretudo, das forças armadas. Tratava-se de um desfile que contava também com a participação de estudantes e outros grupos da sociedade. Procuramos saber o motivo do evento, mas não nos explicaram direito. Mas era algo importante porque contava com a presença da governadora (chavista) na platéia. 

Paseo Monseñor Iturriza. Caminho para o Monumento a La Madre.

Preparação para o desfile.

In foco.

Presença das forças armadas.

In foco.

In foco.

Participação dos estudantes no desfile.

Monumento a La Madre

Como o motivo da nossa visita era conhecer Médanos de Coro, apenas registramos a preparação para o desfile e seguimos em direção às dunas. Na entrada do Parque Nacional começamos a visualizar a areia que impera na imensa área de 91,280 hectares. 

Na entrada do Parque Nacional Médanos de Coro.

Início da caminhada.

A primeira surpresa ..

Parque Nacional Médanos de Coro

Parque Nacional Médanos de Coro

Parque Nacional Médanos de Coro

Parque Nacional Médanos de Coro

Parque Nacional Médanos de Coro

Em direção ao alto da montanha.

Parque Nacional Médanos de Coro

Parque Nacional Médanos de Coro

 
Olho no lanceeee.

Com exceção do tamanho da área compreendida pelo Parque Nacional, as dunas não se diferenciam, por exemplo, daquelas encontradas na Praia da Joaquina em Florianópolis/SC, inclusive, o local também serve para a prática de Sandboard. Pensei que avistaríamos o Mar do Caribe em cima de uma das várias montanhas de areia, mas o que conseguimos enxergar foram apenas mais dunas. O lugar é realmente impressionante pela sua extensão. Não tinha muita gente no local e para não ficarmos perdidos, tratei logo de fazer marcas na areia para identificar o caminho de volta.

  
Parque Nacional Médanos de Coro

Parque Nacional Médanos de Coro

 
A imensidão das dunas.

 
Quase no topo da maior montanha conquistada em Médanos.
  
 
Na falta de uma prancha de sandboard a solução é improvisar com a imaginação.

"Surfando" nas dunas.

"Hasta la Victoria Siempre"

Caminhamos um bom tempo pelas dunas e aproveitamos para tirar muitas fotos e, porque não, brincar um pouco na areia. Na falta de uma prancha de Sandboard a solução foi “surfar” apenas com as pernas e a imaginação. Foi divertido. Na sequencia regressamos à pousada. Facilmente pegamos um ônibus que, desta vez, nos deixou bem próximo da hospedagem.

08/02/2013 - 215° dia - Coro x Adicora x Coro (Folga)

Finalmente um mergulho no Mar do Caribe.

A cidade de Coro está localizada na entrada da Península de Paraguaná que, por sua vez, compreende uma das melhores praias da região. Após uma árdua pesquisa, principalmente por parte da Erika, decidimos visitar o vilarejo de Adicora ao leste da península. 

Para chegar à Adicora foi preciso apenas nos direcionar ao terminal rodoviário e pedir informação a respeito dos ônibus que realizavam o trajeto para a praia em questão. Ainda no saguão tivemos que pagar uma taxa (tasa) de embarque do terminal no valor de 2 bolívares. 

A saída dos ônibus para Adicora acontece com frequência e não precisamos esperar muito para ingressar na buseta (não confundir com outra coisa). O nome diferente é a forma como os pequenos ônibus são chamados. O pagamento da passagem é realizado na hora e exime a compra do bilhete no guichê. A disponibilidade de assento depende da ordem de chegada. Quando todas as poltronas são ocupadas não é mais permitida a entrada de ninguém. 

Na rodoviária de Coro. Taxi aqui também costuma realizar deslocamentos intermunicipais.

A passagem custou menos de 3 reais e a nossa saída aconteceu por volta das 9 horas da manhã, não sem antes a Guardia Nacional fazer uma checagem dos documentos de todos os passageiros. Apresentamos nossos passaportes e foi tudo tranquilo. 

A viagem durou cerca de 50 minutos e durante o trajeto avistamos um surpreendente salar que tampouco imaginávamos encontrar pelo caminho. Antes mesmo da chegada à Adicora também foi possível visualizar o Mar do Caribe, contudo, em uma extensa faixa desértica e praticamente sem casas e muito menos a vegetação típica do caribe.

O Eric da pousada já tinha nos avisado que Adicora tinha construções da época colonial, mas não tínhamos idéia de como esse ambiente histórico, somado à beleza natural, nos remeteria a um verdadeiro paraíso. Que lugar incrível!

A primeira imagem do paradisíaco Mar do Caribe em Adicora

Farol em Adicora.

In foco.

Caminhamos boa parte da orla de Adicora onde de um lado encontrávamos a marca do tempo deixada pelas casas coloniais e do outro as águas calmas e multicoloridas do Mar do Caribe. Claro que não ficamos sem fazer o devido registro fotográfico. Vale destacar a calmaria do lugar. Em muitos momentos parecia que ninguém habitava aquelas construções históricas. Sossego extremo. Era exatamente o que buscávamos. 

Casas coloniais à beira-mar.

O efeito da "maresia" durante os anos.

Aqui impera a tranquilidade.

História e beleza natural, lado-a-lado.

Infelizmente essa é a realidade de algumas construções.

Praça ao lado do farol.

Farol em Adicora.

O colorido dos casarões antigos.

O colorido das casas mais recentes.

A preguiça dos cachorros caribenhos, rs.

A beleza caribenha de Adicora.

Registro garantido.

Exatamente como eu imaginava o Mar do Caribe.

Águas cristalinas.

Trabalho local.

In foco.

In foco.

 
El Tiburón

 
In foco.

A arte da camuflagem.

Fé!

 
A casa mais irada à beira-mar de Adicora.

Da série: Coisas que a gente encontra pelo caminho.

Um pedaço do paraíso.

Yo!

Procurando a(s) miss(es) venezuelanas, rs.

In foco.

In foco.

In foco.

Cerro Santa Ana ao fundo.

Território para a prática de kitesurf.

In foco.

In foco.

In foco.

A incrível variedade de cores.

Mais um artista da camuflagem.

Antes de cair na água, resolvemos almoçar em um dos restaurantes à beira da praia. As comidas típicas estavam todas caras, inclusive, o camarão que tanto gostaríamos de degustar. O prato mais econômico foi um frango frito acompanhado por arroz e salada. Estava uma delícia. A refeição custou menos de 10 reais por pessoa. Aprovado!

Almoço praiano.

Na praia alugamos um guarda-sol, aqui chamado de toldo, talvez em razão do tamanho diferenciado daquele que estamos acostumados a ver no Brasil. Pagamos sete reais pelo aluguel do guarda-sol com mais duas cadeiras disponíveis. Depois foi preciso apenas curtir a praia limpa, com poucas pessoas e praticamente sem vendedores ambulantes. 

Poucas pessoas na praia.

Detalhe para o guarda-sol (toldo) venezuelano.

Depois de quase sete meses de viagem finalmente eu pude tomar um banho de mar. Estava mais do que na hora. Um mergulho que em outra ocasião poderia passar despercebido pela simplicidade, mas que significou muito porque eu particularmente sabia que aquele era mais um sonho realizado. Estava nas águas caribenhas e infinitamente feliz. 

Finalmente um mergulho no Mar do Caribe.

Voltamos por volta das 17 horas que era quando passava o último ônibus para Coro.

09/02/2013 - 216° dia - Coro (Folga)

Sábado de carnaval. Sete meses de viagem.

Pois é, o carnaval na Venezuela acontece, pelo menos este ano, no mesmo período da festa no Brasil. Havíamos combinado que ficaríamos descansando na pousada e saímos apenas para almoçar, pois o restaurante na frente da hospedagem estava fechado devido ao feriado. Encontramos um estabelecimento simples onde a refeição para duas pessoas custou menos de dez reais. Perfeito.

No período da tarde aproveitei que estava no centro para encontrar um supermercado aberto. Não foi uma tarefa fácil e quando finalmente achei o estabelecimento tive uma baita surpresa com o movimento e as longas filas formadas nos caixas. Precisei de quase uma hora para poder pagar os produtos. Paciência!
Voltei para o hotel e continuei descansando. Que vida boa!

10/02/2013 - 217° dia - Coro x El Supi x Coro (Folga)

Hoje voltamos ao Mar do Caribe, desta vez para conhecer a praia El Supi.

Saímos relativamente cedo da pousada e nos direcionamos ao ponto de ônibus para pegar uma buseta até o terminal. Um taxi bem antigo apareceu e com o preço acessível, quase na mesma faixa do ônibus, resolvemos nos aventurar na “banheira” como carinhosamente passamos a chamar estes veículos velhos, antigos e grandes. Rapidamente chegamos à rodoviária e no local precisamos esperar um pouco para pegar o ônibus em razão da quantidade de pessoas que se dirigiam ao mesmo destino que a gente. Afinal é carnaval!

No interior do taxi que estava literalmente caindo aos pedaços, rs.

Também é possível encontrar veículos antigos, porém conservados.

A buseta desta vez tinha ar-condicionado e uma poltrona mais confortável. O preço pela “mordomia” custou 2 bolívares a mais por pessoa. Em Adicora pegaríamos um taxi ou carrito para a praia de Tiraya, contudo, o acesso difícil para esta localidade tornava a passagem mais cara e por isso optamos, de última hora, visitar El Supi. A corrida em um taxi antigo custou 7 bolívares por passageiro. Estávamos na companhia de mais três pessoas.

El Supi fica menos de dez quilômetros de Adicora e por isso nosso deslocamento foi em questão de minutos. O mar continua com a beleza visualizada em Adicora, contudo, a praia não é tão limpa como aquela que constatamos no vilarejo histórico. Tampouco as casas em El Supi são atraentes, muitas parecem verdadeiros barracos à beira do mar. Privilégio para poucos.

Playa El Supi

In foco.

In foco.

Impossível não admirar toda essa beleza natural.

El Supi

Chegamos à praia pouco antes das onze horas e caminhamos bastante para achar um local mais sossegado. Apesar do feriado de carnaval o ambiente estava relativamente tranquilo e nem de longe se pode comparar com as praias brasileiras nesta época. Encontramos uma área com a água em uma tonalidade mais clara e alugamos um toldo com duas cadeiras para todo o dia.

A parte mais tranquila da Playa El Supi.

A cor da água é surpreendente.

A parte mais agitada da praia.

Pequenas e diferentes ondas.

In foco.

Yo!

Na tranquilidade, tranquilo.

Para economizar levamos nosso próprio almoço, sanduiche que preparamos com queijo, presunto e tomate. Constatamos que não éramos os únicos a optar por essa estratégia. Praia em qualquer região é sinônimo de comida mais cara, por isso o jeito é improvisar para aproveitar o ambiente sem ficar pobre. (Risada sacana)

Por volta das 16 horas fizemos o caminho de volta sem maiores problemas e às 18 horas estávamos em casa. 

Portal do centro histórico de Coro.

Maravilhoso pôr-do-sol nas ruas de Coro.

Pelos muros da cidade.

Banda carnavalesca.

11/02/2013 - 218° dia - Coro (Folga)

Dia dedicado exclusivamente para lavar roupa e descansar. 

A pousada conta com o serviço de lavanderia, mas como tínhamos o sabão em pó não precisamos desembolsar nada para deixar as roupas limpas e cheirosas. Foi apenas preciso ter uma pequena ajuda para manusear a máquina de lavar e em poucos minutos estava tudo pronto.

Hoje choveu pela primeira vez no mês e o ambiente na pousada ficou ainda mais tranquilo. No período da tarde aproveitei para atualizar o diário de bordo. Já no começo da noite fomos à praça ao lado da Iglesia San Clemente onde uma banda tocava músicas regionais em ritmo festivo alusivo à época. Crianças fantasiadas participavam de um concurso de quem dançava melhor e tinha o melhor disfraz. O carnaval na cidade foi realmente muito calmo.

De noite retornamos ao lar e aproveitamos para assistir mais uma das películas no computador.


12/02/2013 - 219° dia - Coro (Folga)


Visita aos casarões coloniais da cidade.

Hoje estávamos determinados a visitar o Cementerio Judio de Coro que é considerado um dos mais antigos da América do Sul. Mas no caminho acabamos nos deparando com outras atrações históricas da cidade e foi impossível não conferir.

Nossa primeira parada foi no Balcón de Los Arcaya que fica a menos de duas quadras da pousada onde estamos hospedados.  O antigo casarão tem esse nome em razão da sua arquitetura. É uma das poucas construções coloniais da cidade que possui dois pisos e sacada (balcón), característica similar às casas do norte da Espanha, conforme lembra uma das placas informativas do local.

  
Balcón de Los Arcaya

Balcón de Los Arcaya tem sua construção datada do século XVIII e desde então pertenceu a diversos proprietários, inclusive, foi residência de um dos prefeitos de Coro. A família Arcaya foi a última a habitar a casa em meados do século XIX. Na época apenas os dois irmãos Arcaya viviam no enorme casarão na companhia de seus escravos que limpavam e organizavam o local.

Camilo Arcaya antigo proprietário do casarão.

Atualmente o Balcón compreende o Centro de Investigações Arqueológicas e Paleontológicas da Universidade Experimental Francisco de Miranda e a sede do Museu de Cerâmica e Louça Popular criado por José Maria Cruxent, espanhol que radicado na Venezuela tornou-se o “Pai da Moderna Arqueologia Cientifica da Venezuela” por suas diversas contribuições para essa área. 

Atualmente é possível encontrar no Balcón de Los Arcaya fósseis de animais, como o Mastodonte, que foram localizados na região com a ajuda de Cruxent. Cerâmicas de antigas civilizações que habitaram as redondezas também estão expostas no museu. No piso superior da casa é possível visualizar painéis que apresentam a história e cultura Falconiana e Coriana. Ainda nesta parte da residência se tem acesso à sacada para contemplar, de um ângulo diferente, algumas ruas e casas do centro histórico. Oportunidade única!

In foco.

Fóssil de Mastodonte encontrado na região.


Balcón de Los Arcaya é um dos poucos casarões que tem segundo piso.

Calle Federación

Calle Federación

Volta ao passado: Iglesia San Clemente à direita.

Calle Federación

Esquina Calle Federación y Zamora

Calle Zamora visualizada do Balcón de Los Arcaya.

Presença registrada.

Erika: A nova personagem da expedição. Detalhe: não foi fácil conseguir os direitos autorais desta imagem, rs.

Telhados do centro histórico.

Telhados do centro histórico.

Quintal do Balcón de Los Arcaya.

Quintal do Balcón de Los Arcaya.

Quintal do Balcón de Los Arcaya.

Quintal do Balcón de Los Arcaya.

Quintal do Balcón de Los Arcaya.

Flagrante I

Flagrante II

Flagrante III

Quintal do Balcón de Los Arcaya.

Sem dúvida o Balcón de Los Arcaya é um lugar interessantíssimo para conhecer e voltar ao passado. Além de todas as informações expostas nos painéis, o museu conta ainda com um guia que ajuda a compreender melhor a história do casarão.  A entrada é gratuita e o registro fotográfico é liberado. Perfeito.

Quase ao lado do Balcón está a Casa de las Ventanas de Hierro. O nome corresponde ao fato da construção ser a primeira na cidade a ter as janelas de ferro. Datada também do século XVIII ainda conserva aspectos originais. No decorrer dos anos muitas famílias viveram na residência que recentemente foi restaurada e hoje abriga vários objetos que compuseram o ambiente doméstico de uma das mais importantes casas coloniais de Coro.


Em sete meses de viagem eu tive a oportunidade de conhecer vários museus e casas coloniais, mas a riqueza arquitetônica e os objetos antigos da Casa de Las Ventanas de Hierro realmente foi uma surpresa inesperada. Foi uma das visitas mais interessantes da expedição até o momento. O local conta com vários guias que são caracterizados com roupas da época e interpretam os escravos que trabalhavam na casa. A “negrita” é uma das funcionárias que representa muito bem essa volta ao passado. Ela mantém fiel até mesmo a forma rápida de falar. É preciso estar atento para compreendê-la.

A Casa de Las Ventanas de Hierro é grande, contudo, a visita guiada não é demorada. É possível caminhar tranquilamente pela sala, ante-sala, quartos, cozinha e o enorme pátio onde uma árvore trazida de Jerusalém se destaca por sua peculiaridade. Já no lado de fora do casarão é possível encontrar os veículos da época, charretes que, de tão bem conservadas, chegam a ser um charme à parte. A entrada na casa é completamente gratuita. Parabéns ao governo pela excelente iniciativa.


Como os passeios às casas coloniais levaram um bom tempo, decidimos visitar o cemitério e outros museus nos próximos dias.

Casa de las Ventanas de Hierro.

Casa de las Ventanas de Hierro.

Casa de las Ventanas de Hierro.

A "negrita", uma das guias no casarão.

Antesala para visitas informais.

Sala: Maior e mais luxuoso cômodo da casa para visitas formais.

O quarto do casal visualizado da sala. Destaque para Nossa Senhora de La Paz na parede.

A cama com mil e uma funções; concepção, nascimentos, funerais e também para dormir.

Estilosa ao extremo

Grades trazidas da República Dominicana.

O "vaso sanitário" da época. Localizado atrás da cama do casal.

Berço antigo.

A quantidade de espelhos na residência significava o status da família.

O teto do quarto de casal com a pintura original ainda preservada.

 
Espelhos

Corredor para os outros quartos da casa. Detalhe para os baús levados para as viagens ao exterior.

Quarto das crianças

In foco.

In foco.

As grades responsáveis pelo nome do casarão.

 
Quarto das visitas. Detalhe para o estilo da cama.

Retrato realizado por uma das proprietárias. Representava a "visita" dos piratas à região.

Cozinha

Detalhes do piso original.

As etapas para a construção do teto impermeável.

Pátio externo ao fundo.

In foco.

Agradável pátio externo.

In foco.

A oliveira trazida de Jerusalém.

In foco.

A biblioteca com muitos livros em latim.

Café Venezuela atrás da casa.

Veículos da época.

In foco.

In foco.

Casarões coloniais da Calle Zamorra.

Destaque para o colorido das construções.

As construções históricas de Coro.

13/02/2013 - 220° dia - Coro x Villa Marina x Coro (Folga)

Hoje fomos conferir as praias do oeste da Península de Paraguaná.

Resolvemos visitar Punto Fijo e suas praias. O proprietário da pousada nos informou que Villa Marina seria o local mais interessante para conhecer. Então decidimos que seria nosso próximo destino.

Para chegar à Villa Marina foi preciso ter paciência com o deslocamento que é mais longo e consequentemente demorado. Do terminal rodoviário de Coro é preciso pegar uma buseta em direção à Punto Fijo cuja passagem custa 25 bolívares. A viagem dura em torno de uma hora e o desembarque acontece na rodoviária de Punto Fijo que é muito mais bonita e organizada do que a de Coro.

No terminal de pasajeros de Punto Fijo existem taxis que fazem o trajeto para Villa Marina, mas estes veículos não estavam realizando o deslocamento no dia de hoje, por isso fomos obrigados a pegar um ônibus de linha até o centro da cidade. Nos direcionamos às avenidas Bolívar e Libertad que era onde nos avisaram que encontraríamos os taxis para a praia desejada.

A passagem da rodoviária ao centro custou 4 bolívares e após alguns minutos o motorista nos deixou próximo das avenidas mencionadas anteriormente. Caminhamos um pouco e avistamos um taxi que estava de saída para Villa Marina. O valor por pessoa foi de 12 bolívares. O veículo tinha mais três passageiros e por isso a corrida ficou mais barata já que o preço total é dividido. 

Punto Fijo é uma cidade grande e bastante conhecida. Além de ser uma região portuária é também zona livre de impostos, ou seja, o comércio aqui é uma das principais economias do município e atrai muitos visitantes em razão dos preços mais baixos. Como não tínhamos a intenção de comprar nada e muito menos caminhar pelas lojas, seguimos direto para Villa Marina.

Villa Marina não está muito perto de Punto Fijo e a viagem deve ter durado 30-40 minutos. A praia sem dúvida conta com uma extensão de areia muito maior do que as praias visitadas nos dias anteriores. O mar continua com a beleza imensurável e inerente ao Caribe, contudo, a água estava muito mais fria por causa de uma corrente oriunda da América do Norte e com várias algas que, segundo um vendedor local é resultante de um fenômeno que acontece duas vezes por ano. Paciência.

Alugamos um guarda-sol que na verdade era um imenso toldo com uma mesa e quatro cadeiras. O valor custou aproximadamente dez reais. O local é um verdadeiro sossego e poucas pessoas desfrutavam de toda aquela natureza que foi devidamente registrada pelas lentes das máquinas fotográficas. 

Nosso almoço foi mais uma vez o lanche que preparamos para economizar. Mas à beira da praia há alguns restaurantes e quiosques que oferecem refeições típicas e bebidas a quem possa interessar. 

Permanecemos na praia até às 17 horas. Regressamos ao ponto onde permanecem os taxis e como não havia mais passageiros para dividir o preço da passagem, tivemos que pagar um pouco mais caro, todavia, o motorista nos levou diretamente ao terminal rodoviário de Punto Fijo onde embarcamos em outra buseta para Coro. Chegamos na pousada já passava das 19 horas.

 
Chegada à Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Playa de Villa Marina

Registrando toda a beleza natural de Villa Marina.

Playa de Villa Marina

Yo!

In foco.

Caminhando no Mar do Caribe. Que maravilha! 

14/02/2013 - 221° dia - Coro (Folga)

Mais um dia dedicado exclusivamente ao descanso.

 É exatamente neste momento que você lembra o quanto valeu a pena vencer todos os obstáculos do caminho.

 Um sol para equiparar as marcas no corpo, rs.

 Recuperando as energias para seguir a outra metade da expedição.

15/02/2013 - 222° dia - Coro x Adicora x Coro (Folga) 

Retorno à paradisíaca Adicora.

A melhor praia da Península de Paraguaná.

 In foco.

No paraíso.

16/02/2013 - 223° dia - Coro (Folga)

Dia dedicado à atualização do site.

Continuaremos mais alguns dias na cidade de Coro que tanto nos encantou e posteriormente seguiremos para o Parque Nacional Morrocoy que tem inúmeras ilhas paradisíacas.

No mais, deixo novamente meu agradecimento para quem acompanha o diário de bordo e não mede esforços para deixar uma ou várias mensagens de incentivo.

Ainda nos próximos dias eu devo terminar de responder os comentários pendentes, sobretudo, Colômbia I e II. Para quem me mandou e-mail, aguarde que em breve também responderei sem falta. Agradeço a compreensão.

Grande abraço a todos.

"Hasta la Victoria Siempre"



17/02/2013 - 224° dia - Coro (Folga)

Mais um dia dedicado ao passado.


Resolvemos conhecer mais um capítulo da história da cidade de Coro, Estado Falcón e consequentemente da Venezuela. Nossa caminhada foi direcionada ao casarão colonial denominado Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro. O primeiro nome é em razão do bispo Monseñor Mariano Talavera y Garcés que foi um dos proprietários e residentes do local. A segunda nomenclatura é alusiva à fortuna de Talavera que sumiu após a sua morte. Os rumores é que ele tenha enterrado seus bens valiosos, contudo, apesar de inúmeras buscas, até hoje nada foi encontrado. Mas o mistério continua vivo e muitos acreditam que a casa ainda guarda um tesouro escondido. Será?

Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

  

Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

A Casa del Tesoro, como é mais conhecida, é similar à Casa de Las Ventanas de Hierro no que diz respeito à arquitetura, muito embora seja possível observar exclusividades, por exemplo, nas interessantes colunas da área coberta que liga o interior da residência ao pátio. Atualmente a casa funciona como um pequeno museu com obras sacras; pinturas e vestimentas religiosas. A maior parte do acervo está relacionada à Nossa Senhora de Guadalupe.


Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

Pátio externo. Destaque para as colunas peculiares do casarão.


Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro


Em 2010 houve um período, atípico, de fortes chuvas na região e muitos casarões foram seriamente danificados, uma vez que foram construídos com adobe. Desta forma, segundo nos informou a guia, a Casa del Tesoro ficou mais de um metro debaixo d’água e sua estrutura foi bastante comprometida. Para a nossa felicidade a casa foi restaurada recentemente e encontra-se em perfeito estado, inclusive, para suportar desastres naturais. Mais uma vez, excelente iniciativa governamental.

Talvez mais interessante do que as obras sacras no interior do casarão sejam os túneis ou fossas como também são chamadas. Esses lugares serviam para esconder as riquezas dos afortunados da região. Parece muito com um poço ao qual se chegava ao fundo com auxilio de escadas espirais (barro) que desapareceram com a chuva de 2010, uma vez que a área ficou totalmente submersa.

Fossa: local para guardar as riquezas dos afortunados.

O lugar é interessante para conhecer e merece uma visita. A entrada é gratuita e existem guias à disposição que explicam melhor a história do local. Recomendo.


Casa del Obispo Talavera ou Casa del Tesoro

Posteriormente caminhamos pelas ruas do centro histórico e nos deparamos com outras preciosidades dos séculos passados. Coro realmente faz jus ao titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade. Espetáculo de cidade.


Iglesia San Clemente.

  

Calle Zamora


  Edificio Santa Ana.

18/02/2013 - 225° dia - Coro (Folga)


Hoje a pretensão era conhecer o famoso Cementerio Judio de Coro, contudo, o mesmo estava fechado e por isso foi possível apenas observa-lo à distância. Paciência! 

O cemitério é um dos lugares mais distantes do centro histórico e geralmente está fechado. A chave do local encontra-se no Museu de Arte Alberto Henriquez, um casarão pertencente a uma família judia. Uma das proprietárias acompanha os visitantes ao cemitério. Preferimos não incomodar a senhora e achamos melhor não realizar o deslocamento ao museu. De qualquer forma, fica a dica.


Entrada do Cementerio Judio de Coro

Durante a caminhada pelas ruas conseguimos visualizar a comemoração e o apoio de alguns venezuelanos ao retorno do presidente Chávez ao país após dois meses internado em Cuba para o tratamento de um câncer. A especulação em relação ao seu real estado de saúde continua. As opiniões permanecem divididas. Muitos, sobretudo, os chavistas, acham que o mandatário voltou para finalizar o tratamento e continuar seu governo. No entanto, uma determinada parcela da população acredita seu retorno tenha sido para indicar e orientar seu sucessor, uma vez que estaria incapacitado para exercer sua função. Aqui, tampouco se tem uma informação mais concreta da situação.


Apoio ao presidente Chávez pelas ruas de Coro.


19/02/2013 - 226° dia - Coro (Folga)

Último dia dedicado ao descanso, pelo menos, na cidade de Coro. Amanhã seguiremos à Chichiriviche. 
Flagrante do último dia na Posada El Gallo.


20/02/2013 - 227° dia - Chichiriviche (Folga)

Chegou a hora de dizer hasta luego para a simpática e histórica cidade de Coro.

Não estava em nossos planos permanecer duas semanas em Coro, mas a cidade e a Península de Paraguaná nos surpreenderam e foi impossível não aproveitar a estadia para conhecer os diversos lugares interessantes e ainda descansar em um ambiente agradável como aquele que encontramos na Posada El Gallo. Mas estava na hora de buscar novos horizontes.

Levantamos um pouco mais cedo do que nos dias anteriores porque não gostaríamos de chegar tarde à Chichiriviche. A cidade é uma das entradas para o Parque Nacional Morrocoy, bastante famoso na Venezuela em razão das ilhas, ilhotes e cayos (pequenas ilhas não habitadas). Ambos com praias paradisíacas. A outra referência para visitar o parque é a partir do município de Tucacas, mas o Eric nos recomendou Chichiriviche por ser uma opção mais econômica. Então não pensamos muito para escolher o próximo destino.

Saímos da pousada por volta das 9 horas da manhã, mas não sem antes nos despedir e agradecer aos proprietários pela excelente hospedagem. Na sequencia seguimos ao terminal de ônibus onde pegamos uma buseta para Valência. Mas conforme nos orientaram, nossa parada deveria acontecer em Sanare. Para quem não se recorda, Sanare foi o local onde eu tive a autorização para montar acampamento ao lado do posto policial. O valor da passagem foi de 80 bolívares por pessoa. As bagagens seguiram no porta-malas. O veículo saiu rapidamente. Ônibus para esse destino partem com frequência de Coro.

O ônibus para Valência saiu exatamente às 10 horas da manhã e pelo caminho eu admirava todo o trajeto que eu observei semanas atrás quando pedalei pela região em direção à Caracas. Ainda conseguia associar a paisagem com a quilometragem marcada naquela ocasião. Também lembrava da sensação de encontrar com o Mar do Caribe em território venezuelano pela primeira vez. 

A viagem até Sanare durou 2h30m e foi relativamente tranquila. A exceção ficou por conta do apressado e nada responsável motorista que por muitas vezes realizou manobras arriscadas e manejava que nem um louco, sobretudo, nas curvas. Em um momento, ao ultrapassar vários veículos em um trecho sinuoso, os passageiros começaram a gritar em protesto ao modo como o ônibus era conduzido. Foi tenso!

Desembarcamos em Sanare e tivemos apenas que atravessar a rodovia e aguardar o transporte para Chichiriviche em um ponto de ônibus. Existem busetas que fazem o caminho para o destino em questão, mas apareceu um ônibus que, segundo o funcionário da companhia, nos deixaria em um trevo próximo à Chichiriviche onde poderíamos pegar um taxi que nos levaria ao local desejado. Aceitamos a sugestão.

A passagem de Sanare até este trevo custou 10 bolívares por pessoa e o deslocamento deve ter acontecido em aproximadamente 15 minutos. Descemos do ônibus e nos direcionamos a um ponto de ônibus onde avisaram que passariam os taxis para Chichiriviche. Não demorou muito e embarcamos em uma pequena e velha caminhonete (pau de arara) onde a carroceria foi transformada para receber passageiros. Estávamos na companhia de mais algumas pessoas e a corrida custou 5 bolívares para cada.


Essa vida de viajante não é fácil, rs.

  Taxi pau de arara da região.

Após dez minutos a caminhonete nos deixou na avenida principal, basicamente na região central. Chichiriviche não é uma cidade grande e muito menos mediana, mas também não é pequena como um simples vilarejo de pescadores. Começamos a procurar pela Posada Villa Gregoria onde tínhamos realizado a reserva ainda em Coro por recomendação dos proprietários da Posada El Gallo. Foi preciso caminhar um pouco e perguntar muito para chegar à hospedagem, mas com paciência encontramos. 

A fachada da Posada Villa Gregoria nos pareceu um pouco diferente daquela anunciada em seu site na internet. As cores um tanto desbotadas deixam a aparência um pouco a desejar. Mas como havia sido recomendada e a reserva já tinha sido realizada, resolvemos ficar. Foi uma excelente decisão.

A Posada Villa Gregoria é comandada pelo simpático senhor Aurelio, um espanhol que mora na Venezuela há mais de cinquenta anos. A casa com estilo mediterrâneo tem um ambiente agradável, simples, limpo e com um amplo jardim. Vale destacar também a decoração toda voltada ao ambiente marinho. Redes pelos corredores são perfeitas para descansar.

Recepção da Posada Villa Gregoria

Lembranças da terra natal.

Posada Villa Gregoria

Posada Villa Gregoria

 Posada Villa Gregoria

 Posada Villa Gregoria

 Posada Villa Gregoria

 In foco.

Os quartos da pousada estão distribuídos em dois pisos. No terraço é possível ver o belíssimo Mar do Caribe. A diária custou apenas 250 bolívares, algo em torno de 15 reais por pessoa. A habitação tem banheiro privado, televisão, ar-condicionado e wi-fi. No térreo ainda tem geladeira à disposição dos hóspedes e uma área social com mesas, livros e televisão. O que não se encontra no local é a cozinha comunitária, mas isso não chega a ser um problema.

Posada Villa Gregoria

Posada Villa Gregoria

Mar do Caribe visualizado do terraço da pousada.

Noite tranquila na pousada.

A hospedagem está localizada próxima ao cais de onde partem as lanchas para os cayos (principais destinos), ou seja, precisaremos caminhar pouco para chegar ao local de embarque/desembarque. Também estamos cerca da região central onde facilmente se encontram mercados, frutarias, padarias, restaurantes e dezenas de lojas especializadas em roupas para a praia. 

Aproveitamos um restaurante próximo da pousada que ainda estava em funcionamento e fomos almoçar, afinal já era quase três horas da tarde. A refeição custou menos de sete reais e o cardápio era comum, muito embora houvesse um menu mais típico da região, porém mais caro. 

Após o almoço seguimos à orla para finalmente conhecer o mar do caribe da famosa Chichiriviche, contudo, como já era esperado, a praia na verdade é apenas um local para embarque e desembarque das lanchas, muitas delas ancoradas em uma área não muito limpa e com a cor da água destoando das cores típicas do caribe paradisíaco.


"Playa" em Chichiriviche.

Transporte local

As lanchas que fazem o deslocamento para os cayos do Parque Nacional Morrocoy.

Cayo Sal ao fundo.

O contraste da região.

Se a praia não é bonita, o mesmo não é possível dizer dos cayos que podem ser observados, mesmo à distância, da orla. As principais atrações do Parque Morrocoy são visualizadas com outra aparência e que remete ao cenário caribenho que permeia nossa imaginação. Conheceríamos esses paraísos nos próximos dias. Na ocasião apenas registramos o contraste entre as ilhas e o continente.


Cayo Muerto

  

 Cayo Muerto

Na volta para a pousada passamos em uma padaria colombiana, muito boa, diga-se de passagem, para comprar os itens para o desayuno e almoço (lanche) do dia seguinte

21/02/2013 - 228° dia - Chichiriviche (Folga)

A descoberta de mais um paraíso caribenho.

Hoje estávamos dispostos a conhecer um dos cayos do Parque Nacional Morrocoy. Por isso acordamos cedo, preparamos o lanche do almoço e saímos em direção ao cais para embarcar para algum lugar. 

A falta de um destino específico se justificava em razão do transporte às praias das ilhas (cayos). O deslocamento é realizado por lanchas que comportam até oito pessoas. Quanto maior o número de passageiros, menor fica o preço da passagem, uma vez que a mesma é fixa e compartilhada pelos tripulantes a bordo. Desse modo, decidimos que visitaríamos o cayo escolhido em conjunto.

Os cayos mais famosos do Parque Morrocoy na região de Chichiriviche são; Sombrero, Sal, Muerto, Peraza e Borracho. No cais existe três pontos onde é possível encontrar lancheiros dispostos a realizar o deslocamento para o local desejado. Em um destes pontos nos deparamos com um turista peruano que esperava mais pessoas para dividir uma lancha para Cayo Sombrero. Nos juntamos a ele e aguardamos por outros indivíduos. Um casal chegou ao local com a pretensão de conhecer Cayo Sal que é um dos mais próximos de Chichiriviche. A distância mais curta também deixava o preço mais baixo. Assim, resolvemos em conjunto visitar o lugar mencionado. 

O preço da lancha para Cayo Sal era de 300 bolívares que dividido por 5 pessoas saiu 60 bolívares para cada, menos de 10 reais. Para visitar o paraíso me pareceu relativamente barato. As embarcações são chamadas de lanchas, mas no Brasil conhecemos mesmo como barcos. O deslocamento para o destino em questão levou pouco mais de dez minutos.

Em direção à Cayo Sal (ao fundo).

Em Cayo Sal desembarcamos no píer e combinamos com o barqueiro para nos buscar às 15 horas. O sistema é simples e confiável, basta lembrar o nome e registro da lancha e do seu proprietário para identifica-los na hora de regressar. O pagamento é realizado no desembarque ao cayo, algo que pode gerar certa desconfiança. Afinal quem vai garantir que o transporte estará mesmo à sua espera no horário combinado. Todavia nos avisaram que esse serviço costuma funcionar sem problema. 

Cayo Sal tem essa denominação em razão de uma salina existente em suas proximidades. O local é um verdadeiro paraíso. Sua pequena extensão é repleta de palmeiras e praias comareia branca e águas cristalinas. O cenário é propicio para descansar, mergulhar, nadar e observar toda a natureza ao redor com muita tranquilidade.

 
Bienvenidos al paraiso.

 
A tranquila playa de Cayo Sal.

 
Águas claras, areia branca e muito coqueiro.

Cayo Sal

Cayo Sal

Cayo Sal

Cayo Sal

Cayo Sal

As várias palmeiras da pequena ilha.

 
A parte mais "movimentada" da praia.

Cayo Sal

Cayo Sal

Existem vários serviços disponíveis nos cayos, aluguel de cadeira, mesa e guarda-sol; comida, bebidas e; banheiros. Claro que em um lugar deste nível tudo fica com o preço um pouco mais elevado e justamente por isto resolvemos levar lanche, água e sucopara tornar o passeio ainda mais viável. As diversas árvores, sobretudo, palmeiras, descartam a necessidade de guarda-sol, uma vez que sombra não é o problema.  

 
Sombra não é problema nesta parte do paraiso.

Guarda-sol para que?

Cayo Borracho.

 Cayo Sal

 Cayo Sal

 Cayo Sal

Registro garantido no mar caribenho.

 Cayo Sal

 Cayo Sal

  
 Cayo Sal

A limpeza existente em Cayo Sal é sem dúvida exemplar, mas somente na área destinada ao turista. Nesta área frequentemente há funcionários do parque que recolhem até mesmo as folhas caídas das árvores. Mas em uma caminhada pela extensão menos visitada do cayo é possível encontrar bastante lixo, principalmente garrafas de plástico, latas de cerveja e tantas outras coisas que não combinam com a natureza. Falta iniciativa do governo para fazer um mutirão e retirar todos àqueles resíduos. Ainda bem que esta é a realidade de apenas uma pequena porção da ilha. Um paraíso deste tipo deve ser preservado em todos os sentidos.

Aproveitamos o paraíso em questão para desfruta-lo. Foram horas agradáveis e que passaram rapidamente. Pouco antes das 15 horas voltamos ao píer e minutos depois o barco apareceu e nos levou de volta à Chichiriviche. Tudo conforme o combinado. Serviço de confiança. Recomendo.

 
O barqueiro. Volta à Chichiriviche.

 
¡Yo! 


22/02/2013 - 229° dia - Chichiriviche (Folga)

A cada dia um novo paraíso nos surpreende.

Hoje estávamos decididos a conhecer o mais famoso cayo do Parque Nacional Morrocoy; Cayo Sombrero. Tem a maior praia e talvez a água mais cristalina de todos. 

O cais estava mais movimentado do que no dia anterior, mas apesar disto, demoramos um pouco para encontrar alguém com o mesmo destino. No final embarcamos na companhia de um casal. Normalmente o preço da lancha para Sombrero é de 750 bolívares, contudo, esse valor é geralmente negociável e com muita conversa fechamos por 400 bolívares em quatro pessoas. Perfeito.

O valor mais baixo da lancha havia algumas explicações. O veículo não tinha cobertura contra o sol e a viagem foi uma verdadeira aventura. O mar estava agitado e o barqueiro revidava na tentativa de mostrar quem era o dono da situação. Neste duelo entre homem versus natureza, nosso barco literalmente levantou voo e a “platéia” atônita esperava ansiosamente pelo desfecho final daquela batalha. Foi algo incrível e uma experiência que há muito eu não vivenciava. As ondas em alto mar estavam violentas e a velocidade (mil por hora) com a qual nós passávamos por elas fazia o barco levantar frequentemente. Foram minutos de bastante tensão.

O trajeto Chichiriviche x Cayo Sombrero geralmente tem duração de 45-50 minutos, mas com a audácia do nosso barqueiro esse tempo foi reduzido quase pela metade. Acredite se quiser. No começo eu fiquei apreensivo com os saltos nas ondas, mas depois me acostumei. O mesmo não aconteceu com a Erika que posteriormente me confessou que passou praticamente todo o caminho com os olhos fechados. Realmente é fácil de compreender sua reação. Apesar de toda a situação o barco sequer tinha salva-vidas. Por isso fica a dica, confira esse item de segurança ao contratar o serviço, eventualmente pode ser necessário.

Apesar de toda a aventura em alto-mar, chegamos com vida ao paraíso. Combinamos com o barqueiro voador para nos buscar às 16 horas. Pisar na areia branca de Cayo Sombrero foi algo realmente incrível, não somente por significar que estávamos a salvo, mas porque o lugar é incomparável no que diz respeito à sua beleza. A parte mais rasa tem a água extremamente transparente e a mais profunda um azul-caribe de tirar o fôlego. Não tinha idéia que conheceria algo desta magnitude. 

 A primeira imagem do paradisíaco Cayo Sombrero.

 
 Cor da água: azul-caribe.

 
 Cayo Sombrero.

 
  Cayo Sombrero.

  Cayo Sombrero.

 Cayo Sombrero.

 Cayo Sombrero.

 Cayo Sombrero.

Presença garantida no cayo mais interessante do Parque Morrocoy.

Nunca imaginei conhecer um lugar assim. Incrivel.

Coral

 Cayo Sombrero.

 Cayo Sombrero.

 Cayo Sombrero.

In foco.

Mais tranquilo impossível.

 Cayo Sombrero.

É possível ver o fundo do mar com 2 metros de profundidade.

 Cayo Sombrero.

Gracias, madre naturaleza.

Cayo Sombrero oferece os mesmos serviços encontrados em Cayo Sal, a diferença é que existe uma área destinada para acampar. É o único cayo onde o camping (pernoite) é possível. Este lugar reservado é amplo com muitas árvores e palmeiras que sem dúvida proporciona uma boa sombra. O local conta ainda com banheiros que podem ser utilizados a um valor de 5 bolívares. Fica a dica.

 
  Cayo Sombrero.

 Fica a dica!

 
 Área de camping.

 
 Área de camping.

  Cayo Sombrero.

  Cayo Sombrero.

  Cayo Sombrero.

  Cayo Sombrero.

 
 ¿Feliz?

 
  Cayo Sombrero.

 
  Cayo Sombrero.

 
 Analisando as "pedras" marinhas.

 
 In foco.

 In foco.

 Yo.

 
 In foco.

Mais uma vez não precisamos alugar cadeira, mesa e muito menos guarda-sol já que a sombra é disponível em abundância. Aproveitamos para registrar toda a beleza do local e posteriormente mergulhar nas límpidas águas na presença de corais e peixes. Sem dúvida foi a melhor praia visitada no Caribe. Não à toa estava bastante frequentada, sobretudo, por turistas estrangeiros.

O retorno aconteceu na hora prevista e foi um pouco mais tranquilo. Dia inesquecível.

23/02/2013 - 230° dia - Chichiriviche (Folga)

Hoje foi o dia de conhecer o Cayo Muerto.

Saimos por volta das 9 horas da pousada e nos direcionamos mais uma vez ao cais. O local estava extremamente movimentado em razão do final de semana, mas ainda assim foi difícil conseguir alguém para dividir a lancha para o cayo mais próximo de Chichiriviche. O pessoal chegava em grupo grandes e fechados. Mas os ventos estavam ao nosso favor e conseguimos um desconto considerável. O deslocamento para nós dois aconteceu por apenas 150 bolívares. 

Em poucos minutos chegamos ao cayo com o nome mais sinistro de todos. Sua denominação é por causa de uma antiga prática indígena que levava os mortos para este local. Atualmente o lugar possui bastante vida que pode ser facilmente observada pelas árvores, mangues e na própria água da praia. 

 
 Chegada à Cayo Muerto.

 
 Área de embarque/desembarque.

 In foco.

Cayo Muerto e suas águas limpidas.

Registrando toda a beleza da ilha.

 Cayo Muerto.

Cayo Muerto.

Manguezal.

In foco.

Cayo Muerto.

Cayo Muerto.

Muita gente no cayo mais próximo de Chichiriviche.

Talvez a maior particularidade de Cayo Muerto seja a praia rasa que acaba sendo propicia para crianças e idosos. Vale a pena ficar sentado na água e curtir toda a natureza. Também é interessante fazer uma caminhada em volta da pequena ilha para conhecer melhor sua vegetação e observar os cayos Sal e Peraza de um ângulo diferente. 

 Cayo Muerto.

Começo da volta ao cayo.

 Cayo Sal ao fundo.

 In foco.

 
¡Yo!

Obra da madre naturaleza.

 In foco.

 Contorno ao Cayo Muerto.

 In foco.

 Cayo Peraza.

 Cayo Peraza.

In foco.

Manguezal.

¡Yo!

In foco.

Cayo Muerto

 Cayo Muerto

Voltamos às 15 horas e antes de regressar à pousadas paramos em um restaurante e reforçamos as energias, já que havíamos levado pouco lanche para Cayo Muerto. Mais um dia memorável no caribe venezuelano.

Pabellón Criollo. Tipico da Venezuela.

24/02/2013 - 231° dia - Chichiriviche (Folga)

Chuva no litoral.

Dia destinado exclusivamente ao diário de bordo.

25/02/2013 - 232° dia - Chichiriviche (Folga)

Dia destinado exclusivamente ao diário de bordo.


26/02/2013 - 233° dia - Chichiriviche x Caracas (Folga)

Hasta luego, Caribe.

Vida que segue. Chegou a hora da despedida de todo esse paraíso caribenho. Foram mais de três semanas nas mais famosas praias da Venezuela. Sem dúvida foram visitas imperdíveis e que recomendo a todos que estiverem de passagem pelo país. 

Deixamos a Posada Villa Gregoria por volta das 8h30m e nos dirigimos à avenida principal de Chichiriviche de onde partem os ônibus que seguem para Valência. Caminhamos cerca de 300 metros e rapidamente chegamos ao local de embarque onde uma buseta para o local desejado saiu às 9 horas da manhã. O preço da passagem custou 50 bolívares para cada.

Nosso deslocamento à Valência durou três horas e ocorreu porque é desta cidade que pegaríamos o ônibus para Caracas. No terminal de Valência outra buseta estava de partida para a capital e não hesitamos em pega-la. Desta vez o preço por passageiro saiu por 45 bolívares. O motorista mencionou que a viagem seria de aproximadamente 2h30m se não tivesse muito congestionamento.

A viagem para Caracas foi tranquila, mas demorou um pouco mais do que o previsto e também teve duração de três horas, isto porque o condutor ainda pegou alguns atalhos para escapar do congestionamento na autopista.

Na capital saímos do terminal e seguimos direto para o metrô La Bandera onde nos dirigimos à região central. Havíamos realizado uma reserva no Hotel Madison, o mesmo que estivemos hospedados antes de partir para o litoral. 

No Hotel Madison foi uma batalha para conseguir uma hospedagem. Na recepção avisaram que não é mais possível realizar reservas e que o funcionário que me atendeu por telefone não tinha conhecimento sobre isto. Mas como eu não tinha nada a ver com falta de comunicação entre os empregados do hotel, insisti para que encontrassem uma solução. 

No final entregaram um quarto bem sem vergonha que não tinha janela, geladeira e muito menos ar-condicionado. Uma tristeza considerando que na outra oportunidade pagamos o mesmo preço (240 bolívares) de uma habitação com todos os itens mencionados. Ficamos apenas porque estávamos cansados e achar vaga disponível nos hotéis de Caracas é uma verdadeira peregrinação.

Por volta das 16h30m finalmente almoçamos em um restaurante ao lado do hotel que serve comida praticamente o dia todo. Uma excelente opção para quem procura refeição com qualidade e preço baixo. Fica a dica. 

Para não deixar passar em branco. Retiro a recomendação que havia feito aqui no diário de bordo a respeito do Hotel Madison. 

27/02/2013 - 234° dia - Caracas (Folga)

Uma última volta pelo centro histórico de Caracas.

Nossa pretensão era conhecer o famoso Museu de Arte da capital, contudo, achamos melhor permanecer pelas redondezas da Plaza Bolívar. Acontece que hoje, 27 de fevereiro,. marca os 24 anos da Rebelión Popular, uma manifestação contrária às medidas tomadas pelo governo da época. O conflito entre as forças armadas e os manifestantes terminou em centenas de protestantes assassinados e tantos outros desaparecidos. Com uma marcha em comemoração à data, o centro ficou ainda mais movimentado e por isso resolvemos não enfrentar o caótico trânsito que impera pelas ruas caraquenhas.


Aproveitamos que estávemos na região do centro histórico e visitamos o Museu de Caracas que fica nas dependências do Consejo Municipal ao lado da Plaza Bolívar e do Capitólio. A entrada é gratuita e no local se pode observar obras de artes e uma representação da cidade na época colonial por meio de maquetes. Também é possível conhecer a interessante sala dedicada aos costumes encontrados na capital. A exposição é por meio de miniaturas e lembra muito o excelente Museu Costumbrista de La Paz na Bolívia.

 
 Consejo Municipal

O prédio do Consejo Municipal onde está localizado o Museu de Caracas tem um belissimo pátio interno com palmeiras e uma fonte que deixa o ambiente ainda mais agradável. Todavia, o que mais se destaca na antiga construção é certamente a Capilla de Santa Rosa onde foi declarada a Independência da Venezuela. Sem dúvida um lugar histórico e bastante significativo. Vale a visita.

 
 Pátio interno do Consejo Municipal

In foco.

 
 In foco.

 Presença garantida e registrada no local de independência da Venezuela.

 Capilla de Santa Rosa

No período da tarde eu aproveitei para atualizar o site, mas infelizmente não consegui terminar em razão das várias fotografias dos dias no caribe venezuelano. Amanhã devo concluir a nova postagem.


28/02/2013 - 235° dia - Caracas (Folga)

¡Hasta luego!

Fereveiro foi embora e levou com ele a querida Erika. A minha companheira de viagem embarcou de volta ao Brasil hoje de manhã no aeroporto Simón Bolívar. Foi um mês inesquecível em sua companhia. Gostaria de agradece-la imensamente por todos os momentos únicos e marcantes. Sem a sua presença a visita ao Caribe não seria a mesma. Muchas gracias.

A expedição tornou a ser solitária e confesso que isso me deixou com um aperto no coração. A saudade fica maior a cada dia. O que me anima é saber que no próximo domingo eu volto às estradas após um longo e merecido descanso. No máximo em duas semanas eu devo atravessar a fronteira com o Brasil em Roraima, finalmente.

Novamente sozinho, voltei a ficar na Hospedaje Gran Avila onde a diária custa apenas 70 bolívares, quase dez reais. Amanhã eu vou aproveitar para pegar a Victoria, lavar algumas roupas e cortar o cabelo para continuar a viagem menos feio. (Risada sacana)

Talvez em Santa Elena de Uairém, última cidade venezuelana antes da fronteira com o Brasil, eu faça uma nova postagem no diário de bordo para relatar a minha passagem pela famosa Grande Savana. 

Por ora, vale ressaltar que tudo indica que a minha volta ao Brasil será definitiva uma vez que não passarei mais na Guiana e Suriname. O principal motivo é a ausência do visto para a Guiana Francesa. Deslocar-me até o Suriname e regressar à Roraima levaria muito tempo e dinheiro. Minhas reservas econômicas chegam ao final e eu tenho mais 3-4 meses para retornar à Foz do Iguaçu. Por isso esses dois pequenos países serão visitados em outra oportunidade. Sem problema, uma vez que minha expedição tem como objetivo principal os países latinos. 

Acho que é isso meus amigos. Aguardo o comentário de vocês.

Grande abraço.

"Hasta la Victoria Siempre"