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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A realidade paradoxal de Marechal Cândido Rondon.

Após alguns anos morando em Foz do Iguaçu, uma nova etapa acontecia, meu ingresso na faculdade, curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon, também no oeste do estado, situada a 175 km’s da tríplice fronteira. Marechal é maior cidade germânica do Paraná, a cultura alemã está visivelmente presente no cotidiano da população, sobretudo, dos descendentes, que tradicionalmente promovem eventos típicos de costumes oriundos do país europeu.

Além da característica étnica, Marechal possui um dos melhores índices de desenvolvimento do Paraná, a taxa de desemprego é baixa em função das várias indústrias instaladas no município, algumas chegam a contratar funcionários de outras localidades por ausência de pessoas disponíveis para determinadas funções. A segurança, saúde e uma economia também baseada na agricultura são outros pontos positivos, embora algumas áreas necessitem de maior atenção. A presença da universidade estadual é outro ponto fundamental para a cidade, provoca o ingresso de muitos estudantes provenientes de diversas cidades e estados, movimentando vários setores do comércio, o campo imobiliário merece destaque, principalmente ao redor da faculdade, onde a concentração de estudantes é maior.

Outra prática da população tem uma relevância especial, a utilização da bicicleta no dia-a-dia dos moradores, tornando-se talvez um dos meios de transporte mais utilizado. É muita, mas muita bicicleta por toda parte da cidade. Alguns fatores proporcionam essa utilização em massa, o terreno do município encontra-se em uma área plana, o que favorece muito o ato de pedalar, a prefeitura também investiu na construção de ciclovias e desse modo, a cidade é uma das maiores no estado com a malha viária destinada aos ciclistas, contudo, o projeto realizado está concentrado em sua maioria na parte central da cidade, nas avenidas de maior movimento, um equívoco, segundo alguns especialistas em estrutura urbana. A ausência de uma política pública de caráter educacional para o trânsito voltado especialmente para os ciclistas gera vários conflitos entre motoristas e aqueles que pedalam, ambas as partes cometem erros e muitos deles poderiam ser evitados se o poder público destinasse maior atenção a essa questão.

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