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sábado, 16 de janeiro de 2010

O primeiro dia na estrada

Expedição Foz, Estrada Real e Belo Horizonte

Parte 4

Finalmente, chegou a hora da partida. Ansiedade que já não era pouca foi diminuindo conforme tudo era preparado no dia anterior. Resolvemos começar a expedição cedo, dia 11 de janeiro, exatamente às seis horas da manhã. Estávamos, Guilherme e eu, saindo da minha residência em Foz do Iguaçu, não sem antes nos despedirmos de minha mãe, uma pessoa que certamente sentirei saudades pelos dias seguintes. Vamos em direção à rodovia. Em poucos minutos estamos na BR 277.


As bicicletas preparadas e carregadas.


Eu e o Guilherme, prontos para partir.
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Está escuro, mas para minha supresa, a estrada já tem um fluxo considerável de veículos. Vamos pelo acostamento sem nenhum problema. Avançando pelos primeiros quilômetros de um trecho já muito conhecido, temos um clima agradável, tempo nublado e sem vento contra. Maravilha. Isso ajuda bastante, principalmente na esperada subida de São Miguel do Iguaçu e Matelândia. Ambas exigem um bom preparado físico pela distância para alcançar o topo.


O conhecido Pinheiro-do-Paraná às margens da BR 277


E continuam as subidas ..


.. nas proximidades de Matelândia.
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O roteiro indica ascensão na altimetria. Como o trecho já é conhecido, consigo, pacientemente me conter para não pedalar muito forte e assim poupar energia. A essa altura, a bicicleta já estava aprovada. É sempre um suspense saber como seu principal equipamento vai se comportar carregado. Mas sem nenhum problema, vamos avançando. O caminho é cansativo por causa das fortes subidas. Chegamos em Céu Azul para almoçar, entramos na cidade em busca de um restaurante que nos foi recomendado. Não muito barato, R$10,50 o buffet, mas a comida estava boa. Seguimos para a rodovia logo em seguida, mas foi pra descansarmos em uma sombra na entrada do Parque Nacional do Iguaçu, que também margeia a região.


Descanso após o almoço no Parque Nacional do Iguaçu.
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A estrada agora basicamente sobe e desce, o tempo após o almoço abre e o filtro solar se torna mais necessário. Em Cascavel, nossa rota aponta outra rodovia, a BR 369, sentido Corbélia. Até então, a quilômetragem bateu com a planilha do planejamento. Mas o trecho da BR 277 que passa na cidade de Cascavel, aproximadamente 10 a 15 km's, não estava no mapa, ou seja, acabamos pedalando um pouco mais em um longo trecho de subidas. Quase no trevo da 369, encontramos o Jair, morador da região que voltava pra casa de bicicleta. Conversou um pouco conosco e nos ofereceu abrigo em sua moradia. Infelizmente não aceitamos para não atrasar a viagem. Corbélia ainda estava a quase 30 km's.


Primeiros metros na BR 369. Detalhe para a placa alertando nossa presença.
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Conhecia a BR 369 em viagens de carro, pedalar por ela foi uma novidade. Pedagiada, também nos oferece boas condições de tráfego, inclusive acostamento. Subidas são frequentes, mas não muito fortes, ficam mais íngremes quando chega em Corbélia, conhecida no Paraná como cidade das flores, nosso destino do dia. Neste momento começa a chover, mas logo chegamos em um posto de combustível para a primeira parada. Explicamos a viagem para o funcionário que nos indicou uma área coberta, na verdade local que funciona um lava-jato.


Acampamento montado para a primeira noite da viagem.
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Havia um bom tempo que não montava acampamento na estrada. Foi bom lembrar de toda aquela movimentação na procura de objetos para higiêne, alimentação e barraca. Pela primeira vez estou levando um fogareiro para economizar. E a janta foi um macarrão instantâneo, preparado rapidamente. O Guilherme optou por comer no restaurante ao lado. Tomado banho fui dormir, inaugurando meu saco de dormir que ficou confortável e me aqueceu durante a noite. Antes, deixei as coisas organizadas para não perder tempo arrumando na manhã seguinte. Inclusive, não tirei o alforje da bicicleta, como costumava fazer nas viagens anteriores. A noite foi tranquila, não tive um sono perfeito, mas consegui descansar. Foram 179 km's em 10h:40m de pedal.


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